Tefé em resumo
- Tem 73.669 habitantes pelo Censo 2022 — o quinto município mais populoso do Amazonas — e 81.046 pela estimativa do IBGE para 2026. (IBGE, Censo 2022; IBGE Cidades)
- Não tem ligação por estrada com Manaus: chega-se de barco, pelo Solimões, ou de avião. (Wikipédia)
- Seu território original, de cerca de 500 mil km², deu origem a outros dez municípios do Amazonas. (Pessoa, 2005, p. 26, 47–155)
- Recebeu naturalistas como La Condamine, Spix e Martius, Henry Bates e Louis Agassiz, e hoje sedia o Instituto Mamirauá. (Pessoa, 2005, p. 24, 44, 48, 53; Instituto Mamirauá)
- É conhecida como “Princesa do Solimões”; a padroeira é Santa Teresa d'Ávila e a árvore-símbolo, a castanheira. (Pessoa, 2005, p. 94, 107, 151)
Ficha técnica
Identidade
- Estado
- Amazonas (AM)Região Geográfica Intermediária e Imediata de TeféFonte: (IBGE Cidades)
- Gentílico
- tefeenseFonte: (Wikipédia)
- Fundação
- 15 de outubro de 1718Missão de Santa Teresa d'Ávila dos TupebasFonte: (Pessoa, 2005, p. 21)
- Criação do município
- 1759como Vila de EgaFonte: (Pessoa, 2005, p. 26)
- Elevação a cidade
- 15 de junho de 1855Resolução nº 44; é o aniversário da cidadeFonte: (Pessoa, 2005, p. 50)
- Apelido
- Princesa do SolimõesFonte: (Pessoa, 2005, p. 94, 153)
- Padroeira
- Santa Teresa d'Ávilafesta em 15 de outubroFonte: (Pessoa, 2005, p. 107)
- Prefeito
- Nicson Marreira Limamandato 2025–2028Fonte: (Prefeitura de Tefé)
Números
- População
- 73.669 habitantesCenso 2022 — 5º município mais populoso do AmazonasFonte: (IBGE, Censo 2022)
- População estimada
- 81.046 habitantesestimativa do IBGE para 2026Fonte: (IBGE Cidades)
- Área
- 23.835,224 km²IBGE, 2025. Após o último desmembramento, em 1981, o livro de referência registrava 23.704 km²Fonte: (IBGE Cidades; Pessoa, 2005, p. 155)
- Densidade demográfica
- 3,11 hab/km²Censo 2022Fonte: (IBGE, Censo 2022)
- Escolarização de 6 a 14 anos
- 97,72%2022Fonte: (IBGE Cidades)
- IDHM
- 0,639 (médio)2010, último cálculo municipal disponívelFonte: (Atlas Brasil)
- PIB per capita
- R$ 21.983,702023Fonte: (IBGE Cidades)
- Código do município (IBGE)
- 1304203Fonte: (IBGE Cidades)
Localização
- Coordenadas da sede
- 3° 21′ 14″ S, 64° 42′ 39″ Oo livro de referência traz 61° 42′ de longitude, o que poria a cidade perto de CoariFonte: (Wikidata; Pessoa, 2005, p. 156)
- Altitude da sede
- 47 mvalor do livro de referência; outras bases, como o Wikidata, registram 75 mFonte: (Pessoa, 2005, p. 157; Wikidata)
- Distância de Manaus
- cerca de 520 km em linha retacerca de 600 km pelo rio; não há ligação por estradaFonte: (Pessoa, 2005, p. 156; Wikipédia)
- Clima
- Equatorial, quente e úmidoestiagem de agosto a outubroFonte: (Pessoa, 2005, p. 55, 157)
- Fuso horário
- UTC−4 (horário de Manaus)Fonte: (Wikipédia)
- DDD
- 97Fonte: (Wikidata)
- Municípios vizinhos
- Alvarães, Carauari, Coari, Juruá, Maraã e Tapauácom Juruá, a divisa é um trecho curtoFonte: (IBGE, malhas territoriais; Pessoa, 2005, p. 155)
Onde fica Tefé
Tefé fica no centro do estado do Amazonas, na região do Médio Solimões. A sede do município ocupa uma península entre o lago Tefé — que se abre numa baía de praias de areia clara em frente à cidade — e o igarapé Xidarinim, perto de onde o rio Tefé encontra o Solimões. (Pessoa, 2005, p. 94, 156)
Manaus fica a cerca de 520 km em linha reta, mas não há estrada ligando as duas cidades: a viagem é feita de barco pelo Solimões ou de avião. Por isso o porto é o coração de Tefé — é por ali que chegam passageiros, mercadorias e boa parte do que se consome. (Pessoa, 2005, p. 156; Wikipédia)
O clima é equatorial, quente e úmido o ano inteiro. O período mais seco vai de agosto a outubro, quando o lago baixa e as praias aparecem; na cheia, a água avança sobre a várzea. O naturalista inglês Henry Bates, que morou onze anos na cidade no século XIX, resumiu: “a glorious climate”. (Pessoa, 2005, p. 48, 55, 157)

De Tapi a Tefé: a origem do nome
O nome vem dos Tupeba, o povo indígena que vivia no lugar. Na pronúncia, a palavra foi se encurtando e mudando de grafia: Tapi, Tepé, Tephé, Teffé e, por fim, Tefé. (Pessoa, 2005, p. 25)
Durante quase um século a cidade teve outro nome. Em 1759, quando a missão virou vila, uma ordem da Coroa exigia nomes portugueses, e ela passou a se chamar Ega, em homenagem a uma localidade de Portugal. O nome Tefé voltou oficialmente em 1855, na elevação a cidade — o projeto original chegou a propor “Nova Teresina”, mas uma emenda preferiu o nome que o povo já usava. (Pessoa, 2005, p. 27, 44–45, 50)
Quem nasce em Tefé é tefeense. O apelido da cidade, “Princesa do Solimões”, aparece num texto de 1936 e ficou eternizado no refrão do hino municipal. (Pessoa, 2005, p. 94, 153; Wikipédia)

A história de Tefé
Antes de Tefé: os povos do Solimões e a disputa entre coroas
Muito antes de qualquer missão, as margens do Solimões, do Japurá e do Juruá eram território de dezenas de povos indígenas — entre eles os Tupeba (ou Tapibá), que mais tarde dariam nome à cidade. Missionários dos séculos XVII e XVIII chegaram a contar 312 nações entre o rio Napo, no Peru, e a foz do Amazonas. (Pessoa, 2005, p. 15)
A região estava no centro de uma disputa entre Portugal e Espanha que vinha do Tratado de Tordesilhas, de 1494. A expedição portuguesa de Pedro Teixeira, que subiu o Amazonas entre 1637 e 1639, passou pela costa de Tefé e batizou de Aldeia do Ouro uma aldeia na ponta de Parauari, onde os moradores usavam enfeites de ouro. (Pessoa, 2005, p. 9–14)
Das missões à Vila de Ega (1688–1855)


Em 1688, o jesuíta Samuel Fritz, a serviço da Espanha, fundou a Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Axiuaris na barra do rio Tefé. Duas décadas depois, a rivalidade entre jesuítas espanhóis e carmelitas portugueses terminou em violência: em 1709 as missões carmelitas entre Tefé e Tabatinga foram destruídas, e uma expedição portuguesa respondeu no mesmo ano, expulsando os espanhóis. (Pessoa, 2005, p. 16–20)
O carmelita português frei André da Costa reuniu os sobreviventes e, em 15 de outubro de 1718, fundou a Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas no lugar onde a cidade está até hoje. É essa data que se considera a fundação de Tefé — e 15 de outubro continua sendo o dia da padroeira, Santa Teresa. (Pessoa, 2005, p. 21–22)
Em 1759, sob a política pombalina, a missão foi elevada a vila com o nome português de Ega e virou sede de um município enorme: cerca de 500 mil quilômetros quadrados e 495 habitantes. Entre cerca de 1785 e 1790, Ega viveu um episódio raro na história do Brasil — o brigadeiro espanhol Francisco Requena, chefe da comissão de limites de seu país, instalou-se na vila e a transformou em sede de uma comandância espanhola, até que o governador português Manuel da Gama Lobo D'Almada o fez partir e fechou a fronteira em Tabatinga. (Pessoa, 2005, p. 26–27, 39–41)
A cidade de Tefé e o tempo da borracha (1855–1945)

A Resolução nº 44, de 15 de junho de 1855, elevou a Vila de Ega à categoria de cidade, com o nome de Tefé — nome que a população já usava. Por isso 15 de junho é o aniversário da cidade. (Pessoa, 2005, p. 50–51)
A economia viveu de ciclos extrativos: drogas do sertão, manteiga de ovos de tartaruga, couros, pirarucu seco, castanha e, sobretudo, borracha — o primeiro ciclo foi de 1877 a 1913 e o segundo, de 1940 a 1950. Tudo funcionava pelo aviamento, um sistema de crédito em cadeia em que o seringueiro recebia mercadoria adiantada e só acertava as contas no fim da safra, quase sempre devendo. (Pessoa, 2005, p. 66–69)
A partir de 1897, os missionários espiritanos assumiram boa parte do que hoje seria papel do poder público. Monsenhor Alfredo Barrat, que chegou em 1910, construiu a Catedral de Santa Teresa, o Seminário São José, o Colégio Santa Teresa e dois hospitais — e, em 1926, foi nomeado o primeiro prefeito de Tefé. (Pessoa, 2005, p. 57, 72–83)
Hidroaviões, rádio e bairros novos (1941–1999)


De 1941 a 1965, a ligação aérea de Tefé era feita pelos hidroaviões da Panair do Brasil, que pousavam no lago e atracavam numa balsa de madeira no porto. O aeroporto só foi inaugurado em dezembro de 1975. (Pessoa, 2005, p. 96–98, 110)
Dom Joaquim de Lange, primeiro bispo da Prelazia de Tefé, trouxe a Rádio Educação Rural (1963), que levou aulas de alfabetização pelo rádio às comunidades ribeirinhas por meio do Movimento de Educação de Base, e fundou o Hospital São Miguel (1968). (Pessoa, 2005, p. 121–124)
Entre 1969 e 1971, três enchentes seguidas destruíram roças e criações na várzea, e muitas famílias do interior se mudaram para a cidade. A prefeitura distribuiu terrenos e material de construção, e foi assim que nasceram bairros como Monte Castelo, Santo Antônio, Olaria, Santa Rosa e Juruá. Em 1993, Tefé passou a sediar a 16ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército. (Pessoa, 2005, p. 127–130, 170)
Tefé hoje


Tefé é um polo regional do Médio Solimões e o quinto município mais populoso do Amazonas. Tem centro de estudos da Universidade do Estado do Amazonas (desde 2001) e campus do Instituto Federal do Amazonas (desde 2014), aeroporto regional, porto movimentado, o comando da 16ª Brigada de Infantaria de Selva e a sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, referência em pesquisa e manejo comunitário na Amazônia. (Pessoa, 2005, p. 170, 172; IBGE, Censo 2022; IFAM; Instituto Mamirauá)
A cidade também está na linha de frente da crise climática. Na seca extrema de 2023, o lago Tefé baixou a níveis raros, a água passou de 39 °C e 159 botos-vermelhos e tucuxis morreram só no lago — um episódio acompanhado pelo mundo inteiro. (Instituto Mamirauá, 2023)
Os povos originários
A região de Tefé foi habitada por muitos povos: Tupeba, Kambeba, Omágua, Axiuari, Juma, Miranha, Katukina, Passé, Kanamari, Mura, Ticuna e outros. Foi deles que vieram a mandioca e a farinha, a técnica de extrair o látex, a rede de dormir, a canoa, o tipiti, o paneiro e boa parte da comida e das plantas medicinais que ainda fazem parte da vida da cidade. (Pessoa, 2005, p. 15, 31–32)
A colonização foi brutal. O livro de referência sobre a história de Tefé descreve os resgates, descimentos e correrias com que indígenas eram capturados e escravizados, e afirma que a região viveu o maior genocídio da população indígena da Amazônia. Muitos povos fugiram para as cabeceiras dos rios — os próprios Tupeba entre eles. (Pessoa, 2005, p. 28–30)
Um levantamento de 2001 citado no mesmo livro registrava 23 povos e 2.773 indígenas em aldeias da região, a maioria em municípios que já pertenceram a Tefé — como a Barreira da Missão, dentro do município. É um retrato de mais de vinte anos atrás, e não a situação de hoje. (Pessoa, 2005, p. 30–31)


O território que deu origem a dez municípios
Quando foi criado, em 1759, o município de Ega ia do rio Purus à fronteira com o Peru e a Colômbia — cerca de 500 mil km², quase o tamanho da Espanha. Em sete desmembramentos, entre 1848 e 1981, esse território deu origem a outros dez municípios do Amazonas, e Tefé ficou com cerca de 23,7 mil km². (Pessoa, 2005, p. 26, 47–155)
| nº | Ano | Município criado |
|---|---|---|
| 1º | 1848 | Coari |
| 2º | 1882 | São Paulo de Olivença |
| 3º | 1891 | Fonte Boa |
| 4º | 1894 | Eirunepé (criado como São Felipe) |
| 5º | 1911 | Carauari (criado como Xibauá; Carauari desde 1913) |
| 6º | 1955 | Maraã, Japurá, Juruá |
| 7º | 1981 | Alvarães, Uarini |
Fonte: (Pessoa, 2005, p. 47, 53, 54, 70, 108, 155)

Quem passou por Tefé
Por estar no meio do caminho entre o Atlântico e os Andes, na confluência do Solimões com o Japurá e o rio Tefé, a cidade foi parada obrigatória de expedições científicas. Alguns dos nomes mais importantes da história natural passaram longas temporadas ali. (Pessoa, 2005, p. 24, 44, 48, 53)
- 1735 e 1743
Charles Marie de La Condamine
Cientista francês da Academia de Ciências de Paris
Passou por Tefé na ida e na volta da expedição que mediu a forma da Terra, e registrou a lenda da chefe Caiamé, ligada à comunidade de Caiambé. (Pessoa, 2005, p. 24)
- 1820
Spix e Martius
Naturalistas alemães
Fizeram pesquisas de botânica e etnografia em Tefé e passaram semanas no rio Japurá. (Pessoa, 2005, p. 44)
- 1848–1859
Henry Walter Bates
Naturalista inglês
Morou cerca de onze anos na cidade estudando insetos e outros animais, base do livro “O naturalista no rio Amazonas”. Contou 107 casas e 1.200 habitantes em 1850. (Pessoa, 2005, p. 48, 52)
- 1857
Tavares Bastos
Político e escritor brasileiro
Em “O Vale do Amazonas”, chamou Tefé de um dos pontos mais risonhos do Alto Amazonas. (Pessoa, 2005, p. 51)
- 1861
Gonçalves Dias
Poeta
Visitou as escolas da cidade como inspetor e anotou que as crianças faltavam de agosto a dezembro para ajudar no preparo da manteiga de ovos de tartaruga. (Pessoa, 2005, p. 53)
- 1865
Louis Agassiz
Naturalista suíço-americano
Passou meses estudando os peixes dos lagos da região e chamou Tefé de a cidade mais hospitaleira da América do Sul. (Pessoa, 2005, p. 53)

Bandeira, brasão, hino e castanheira
Bandeira

Três faixas horizontais de igual largura — verde, branca e amarela — com um triângulo azul ao centro que traz as estrelas do Cruzeiro do Sul, cada uma representando uma localidade do município. Foi criada por José Martins Ferreira, vencedor de um concurso. (Pessoa, 2005, p. 135, 151, 153)
Decreto nº 14/72, de 13 de junho de 1972; estrelas atualizadas pela Lei nº 281, de 1993
Brasão
A castanheira ao centro, a faixa com o nome científico da árvore, o triângulo com o Cruzeiro do Sul e a data da elevação a cidade: 15 de junho de 1855. Desenhado por Elzian Gomes Pessoa. Durante muitos anos o desenho em circulação trouxe, por engano, o ano de 1885 na faixa; em 2022 a Secretaria Municipal de Educação confirmou a data de 1855, que é a do decreto. (Pessoa, 2005, p. 152; Semed Tefé, 2022)
Decreto nº 47/78, de 24 de maio de 1978
Hino
Letra e música do padre Manuel de Lima Cauper. O refrão chama Tefé de “Princesa do rio Solimões”. (Pessoa, 2005, p. 153)
Lei nº 28/83, de 16 de dezembro de 1983
Castanheira

A castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa) é a árvore-símbolo do município: está no brasão e dá nome ao Paço Municipal, o Palácio Bertholetia Excelsa. A safra da castanha vai de dezembro a maio. (Pessoa, 2005, p. 100, 104, 151)
Símbolo adotado pelo município
Fé, festas e cultura
Santa Teresa e a catedral


Santa Teresa d'Ávila é a padroeira de Tefé desde a missão de 1718, e o dia dela, 15 de outubro, é feriado municipal. A Catedral de Santa Teresa, de fachada neogótica com torre ameiada, começou a ser construída em 1922 e foi inaugurada em 1935. A Igreja Católica local é organizada como Prelazia de Tefé desde 1950; desde 2022, o bispo prelado é Dom José Altevir da Silva. (Pessoa, 2005, p. 79, 107; Vatican News, 2022)
Festas e folclore

O folclore tefeense mistura heranças portuguesas (barqueiro, lanceiro, quadrilha), indígenas, nordestinas (o boi-bumbá) e criações locais, como a ciranda e a Afro-América, dança criada em 1988. O Festival Folclórico, que nasceu como uma quermesse e ganhou esse nome em 1965, marcou por décadas o fim de junho na cidade. (Pessoa, 2005, p. 180–182)
O calendário da cidade também tem o aniversário de Tefé, em 15 de junho, a festa da padroeira em outubro e a Festa da Castanha. Criada em 1978 para celebrar a árvore-símbolo, ela virou a maior festa da cidade: a edição de 2025, no início de maio, reuniu mais de cem mil pessoas em quatro dias. (Pessoa, 2005, p. 150, 178; Prefeitura de Tefé, 2025)
Música, letras e memória
A música acompanha a cidade desde a missão: viajantes do século XVIII registraram cantos religiosos e um órgão feito de flautas de taboca, e em 1901 foi criada a Escola Oficial de Música do Município. Em 2004, professores, artistas e pesquisadores fundaram a Academia de Letras, Ciências e Artes de Tefé (ALCAT). (Pessoa, 2005, p. 38, 62, 177, 203)
A agenda do que acontece na cidade está em eventos.
Lago, floresta e botos
O lago Tefé


O lago Tefé, em frente à cidade, é ao mesmo tempo paisagem, estrada e despensa: tucunaré, tambaqui, jaraqui, matrinxã e pirarucu fazem parte da pesca e da mesa. No município há ainda os lagos Caiambé, Mirinim e Catuá e rios como o Tefé, o Curumitá, o Arabauá e o Caiambé. (Pessoa, 2005, p. 157)
Instituto Mamirauá e as unidades de conservação


Tefé é a sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, criado em 1999 como organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O instituto é referência no manejo sustentável do pirarucu, no manejo florestal e no turismo de base comunitária. Boa parte do município também é ocupada pela Floresta Nacional de Tefé, unidade de conservação federal criada em 1989. (Instituto Mamirauá; ICMBio)
As secas de 2023 e 2024

Em setembro de 2023, uma seca extrema fez o lago Tefé baixar a níveis raros, e a água chegou a 39,1 °C num dos pontos monitorados. No lago, 159 botos-vermelhos e tucuxis morreram; só no dia 28 de setembro foram encontradas 70 carcaças. A resposta, a Operação Emergência Botos Tefé, reuniu o ICMBio, o Instituto Mamirauá e várias outras instituições. Em 2024 houve nova estiagem histórica em todo o Amazonas. (Instituto Mamirauá, 2023)
Tefé antiga e Tefé de hoje
Imagens antigas da cidade ao lado de como os mesmos lugares estão hoje. As antigas aparecem recriadas em cores com IA, com o selo; toque em “Original” para ver a fotografia de época, ou em “Comparar” para arrastar a divisória entre as duas. As fotos de hoje são enviadas aos poucos pela equipe do Guia Tefé.
A frente da cidade


Em 1940, a frente de Tefé era uma fileira de casas térreas e sobrados caiados sobre um barranco de capim. Hoje o mesmo trecho é tomado por barcos de recreio e de comércio. (Pessoa, 2005, p. 97)
O porto do Mercado


Entre 1940 e 1950, o porto do Mercado Municipal era uma rampa de terra e capim onde atracavam canoas e barcos cobertos. (Pessoa, 2005, p. 120–121)
A rua Olavo Bilac


De 1940 a 1966, a rua Olavo Bilac concentrava a maior parte do comércio da cidade, ainda em chão de terra. (Pessoa, 2005, p. 115–116)
A praça de Santa Teresa


A praça diante da catedral, com o monumento no centro, é um dos cenários mais antigos da cidade. (Pessoa, 2005, p. 77)
A praça Túlio Azevedo


Em 1960, a praça tinha ao fundo o Palácio Episcopal e o Seminário construídos pelos missionários. O livro de 2005 ainda a descreve como o principal espaço de lazer da população. (Pessoa, 2005, p. 76, 160)
O Mercado Municipal


O primeiro mercado, inaugurado em 1926, foi reformado nos anos 1950 e deu lugar ao mercado atual, de dois pisos, construído em 1979 sobre o antigo. (Pessoa, 2005, p. 80, 113, 145–146)
O Paço Municipal


O Palácio Bertholetia Excelsa, sede da prefeitura, foi construído ao longo de várias administrações e inaugurado em 1940. (Pessoa, 2005, p. 104)
Linha do tempo
Antes da cidade até 1717
- 1542Orellana desce o Amazonas
A expedição de Francisco de Orellana atravessa a região e enfrenta povos como os Kambeba, Omágua e Axiuari. (Pessoa, 2005, p. 11–12)
- 1638A “Aldeia do Ouro”
Pedro Teixeira passa pela costa de Tefé e batiza de Aldeia do Ouro uma aldeia na ponta de Parauari. (Pessoa, 2005, p. 14)
- 1688A missão de Samuel Fritz
O jesuíta Samuel Fritz funda a Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Axiuaris na barra do rio Tefé. (Pessoa, 2005, p. 16–17)
- 19 de março de 1693Chegam os carmelitas
Carta Régia manda enviar missionários carmelitas portugueses para a região. (Pessoa, 2005, p. 19)
- 1709Missões destruídas
As missões carmelitas entre Tefé e Tabatinga são destruídas; uma expedição portuguesa expulsa os espanhóis no mesmo ano. (Pessoa, 2005, p. 18–20)
Missão e Vila de Ega 1718–1854
- 15 de outubro de 1718Fundação de Tefé
Frei André da Costa funda a Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas, no lugar onde está a cidade. (Pessoa, 2005, p. 21)
- 1735La Condamine
O cientista francês passa por Tefé subindo o Solimões; volta em 1743. (Pessoa, 2005, p. 24)
- 1753Primeira escola pública
A missão ganha sua primeira escola pública. (Pessoa, 2005, p. 39)
- 1759Vila de Ega e o município
A missão vira Vila de Ega e sede de um município de cerca de 500 mil km², com 495 habitantes. (Pessoa, 2005, p. 26–27)
- 1760Câmara de Ega
É criada a Câmara Municipal da vila. (Pessoa, 2005, p. 26)
- 1777Comissão de limites
Depois do Tratado de Santo Ildefonso, Ega recebe a comissão portuguesa encarregada de demarcar a fronteira com a Espanha. (Pessoa, 2005, p. 36–37)
- c. 1785–1790Ega sob comando espanhol
O brigadeiro Francisco Requena instala em Ega a sede de uma comandância espanhola, até ser forçado a partir em 1790. (Pessoa, 2005, p. 39–41)
- 1820Spix e Martius
Os naturalistas alemães pesquisam em Tefé e no rio Japurá. (Pessoa, 2005, p. 44)
- 1848Primeiro desmembramento
Nasce o município de Coari, o primeiro separado do território de Tefé. (Pessoa, 2005, p. 47)
- 1848–1859Henry Bates
O naturalista inglês faz de Tefé sua base de pesquisa por cerca de onze anos. (Pessoa, 2005, p. 48, 52)
- 7 de dezembro de 1853Comarca do Solimões
É criada a Comarca do Solimões, com sede em Ega. (Pessoa, 2005, p. 47)
Cidade e borracha 1855–1945
- 15 de junho de 1855Ega vira a cidade de Tefé
A Resolução nº 44 eleva a vila à categoria de cidade, com o nome de Tefé. É o aniversário da cidade. (Pessoa, 2005, p. 50–51)
- 1865Louis Agassiz
O naturalista passa meses estudando os peixes dos lagos da região. (Pessoa, 2005, p. 53)
- 1877–1913Primeiro ciclo da borracha
A extração do látex organiza a economia e atrai migrantes nordestinos, sírios, libaneses e portugueses. (Pessoa, 2005, p. 65, 69)
- 1882São Paulo de Olivença
Segundo desmembramento do território. (Pessoa, 2005, p. 53)
- 28 de março de 1891Fonte Boa
Terceiro desmembramento do território. (Pessoa, 2005, p. 54)
- 1894São Felipe, hoje Eirunepé
Quarto desmembramento do território. (Pessoa, 2005, p. 54)
- 1897Chegam os espiritanos
Missionários da Congregação do Espírito Santo se instalam na boca do rio Tefé. (Pessoa, 2005, p. 57)
- 1910Prefeitura Apostólica
O Papa Pio X cria a Prefeitura Apostólica de Tefé, e Monsenhor Alfredo Barrat chega à cidade. (Pessoa, 2005, p. 72)
- 1911Xibauá, hoje Carauari
Quinto desmembramento do território. (Pessoa, 2005, p. 70)
- 15 de abril de 1926O primeiro prefeito
Monsenhor Alfredo Barrat é nomeado o primeiro prefeito de Tefé. No mesmo ano são inaugurados o Colégio Santa Teresa e o Hospital da Misericórdia. (Pessoa, 2005, p. 81–83)
- 1930Luz elétrica
A cidade ganha sua primeira usina de energia, movida a vapor. (Pessoa, 2005, p. 89)
- 19 de outubro de 1935Catedral de Santa Teresa
É inaugurada a catedral, cuja pedra fundamental fora lançada em 1922. (Uma legenda de foto no livro de referência traz 10 de outubro.) (Pessoa, 2005, p. 79)
- 15 de novembro de 1935Primeira Câmara de Vereadores
É eleita a primeira Câmara de Vereadores, instalada em janeiro de 1936. (Pessoa, 2005, p. 92)
- maio de 1940Paço Municipal
É inaugurado o Palácio Bertholetia Excelsa, sede da prefeitura. (Pessoa, 2005, p. 104)
- 1941Hidroaviões da Panair
Primeiro voo da Panair do Brasil; os hidroaviões servem a cidade até 1965. (Pessoa, 2005, p. 96–98)
Prelazia, rádio e bairros 1946–1999
- 11 de maio de 1950Prelazia de Tefé
A Prefeitura Apostólica é elevada a Prelazia; Dom Joaquim de Lange torna-se o primeiro bispo. (Pessoa, 2005, p. 107)
- setembro de 1955A primeira prefeita
Terezinha Gonzaga de Azevedo, presidente da Câmara, assume a prefeitura até janeiro de 1956. (Pessoa, 2005, p. 106)
- 19 de dezembro de 1955Maraã, Japurá e Juruá
Sexto desmembramento: três municípios criados de uma só vez. (Pessoa, 2005, p. 108)
- 1963Rádio Educação Rural
Começa a transmitir; no ano seguinte leva aulas de alfabetização às comunidades ribeirinhas. (Pessoa, 2005, p. 121–122)
- 1965Festival Folclórico
A festa popular de junho passa a se chamar Festival Folclórico. (Pessoa, 2005, p. 181)
- 1968Hospital São Miguel
É inaugurado o hospital, com 60 leitos. (Pessoa, 2005, p. 124)
- 1969–1971As enchentes e os novos bairros
Três cheias seguidas levam famílias do interior para a cidade, e surgem bairros como Monte Castelo, Santo Antônio, Olaria, Santa Rosa e Juruá. (Pessoa, 2005, p. 127–130)
- 13 de junho de 1972Bandeira do município
Tefé ganha sua bandeira oficial. (Pessoa, 2005, p. 135, 151)
- dezembro de 1975Aeroporto de Tefé
É inaugurado o aeroporto da cidade. (Pessoa, 2005, p. 110)
- 1978Brasão e Festa da Castanha
O município oficializa o brasão com a castanheira e cria a Festa da Castanha. (Pessoa, 2005, p. 150, 152)
- 10 de dezembro de 1981Alvarães e Uarini
Sétimo e último desmembramento; Tefé fica com o território atual. (Pessoa, 2005, p. 155)
- 16 de dezembro de 1983Hino de Tefé
O hino do padre Manuel de Lima Cauper é oficializado. (Pessoa, 2005, p. 153)
- 1º de janeiro de 199316ª Brigada de Infantaria de Selva
O Exército instala em Tefé o comando da brigada, conhecida como Brigada das Missões. (Pessoa, 2005, p. 170; Exército Brasileiro)
- 1999Instituto Mamirauá
É criado o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, com sede em Tefé. (Instituto Mamirauá)
Século XXI 2000 em diante
- 1º de agosto de 2001Universidade do Estado do Amazonas
A UEA abre seu centro de estudos em Tefé. (Pessoa, 2005, p. 172; UEA)
- 29 de dezembro de 2004Academia de Letras
É fundada a Academia de Letras, Ciências e Artes de Tefé (ALCAT). (Pessoa, 2005, p. 203)
- 2005150 anos de cidade
No sesquicentenário, é publicado o livro de Protásio Lopes Pessoa sobre a história da missão e da cidade. (Pessoa, 2005, p. 1–2)
- 2014Instituto Federal
O IFAM começa as atividades do campus Tefé. (IFAM)
- 2022Censo 2022
O IBGE conta a população do município. (IBGE Cidades)
- setembro e outubro de 2023A seca extrema e os botos
O lago Tefé baixa a níveis raros, a água passa de 39 °C e 159 botos-vermelhos e tucuxis morrem no lago. (Instituto Mamirauá, 2023)
- 2024Nova estiagem histórica
Uma seca ainda mais extensa atinge todo o Amazonas. (Instituto Mamirauá, 2023)
Como Tefé é governada
Em pouco mais de três séculos, o território de Tefé passou por seis formas de governo: o capitão de aldeia, o regime em que o missionário administrava a missão, o Diretório dos Índios pombalino, o Corpo de Trabalhadores, os superintendentes da República e, desde 1926, o prefeito. (Pessoa, 2005, p. 13–56, 82)
A Câmara Municipal de Ega foi criada em 1760, e a primeira Câmara de Vereadores com esse nome foi eleita em 1935. O primeiro prefeito foi Monsenhor Alfredo Barrat, nomeado em 1926, e a primeira mulher a governar a cidade foi Terezinha Gonzaga de Azevedo, presidente da Câmara que assumiu a prefeitura entre 1955 e 1956. A sede da prefeitura é o Paço Municipal, o Palácio Bertholetia Excelsa, inaugurado em 1940. (Pessoa, 2005, p. 26, 82, 92, 104, 106)
No mandato de 2025 a 2028, o prefeito de Tefé é Nicson Marreira Lima. (Prefeitura de Tefé)


Como chegar e viver em Tefé
Pelo rio, são cerca de 600 km subindo o Solimões a partir de Manaus. Os barcos regionais, com redes armadas no convés, levam em torno de um dia e meio; as lanchas rápidas fazem o trajeto em bem menos tempo. De avião, a ligação é pelo Aeroporto Regional de Tefé (códigos TFF e SBTF), inaugurado em 1975. (Pessoa, 2005, p. 110; Wikipédia)


Perguntas frequentes
Onde fica Tefé?
Quantos habitantes tem Tefé?
Quando Tefé foi fundada?
Quando é o aniversário de Tefé?
De onde vem o nome Tefé?
Por que Tefé já se chamou Ega?
Como chegar a Tefé?
Qual é o apelido de Tefé?
Quem foi o primeiro prefeito de Tefé?
Quais municípios foram criados a partir do território de Tefé?
Que cientistas famosos passaram por Tefé?
O que é o Instituto Mamirauá?
O que aconteceu com os botos do lago Tefé em 2023?
Quais são as principais festas de Tefé?
Fontes e créditos
- PESSOA, Protásio Lopes. História da Missão de Santa Teresa d'Ávila dos Tupebas — Tefé. Manaus: Editora Novo Tempo, 2005.
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades e Estados — Tefé (AM), panorama. Disponível em: cidades.ibge.gov.br/brasil/am/tefe/panorama. Acesso em: 14 set. 2026.
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022 — população residente e densidade (tabelas 4709 e 4714). Disponível em: sidra.ibge.gov.br/tabela/4714. Acesso em: 14 set. 2026.
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malhas territoriais municipais — API de malhas v3. Disponível em: servicodados.ibge.gov.br/api/docs/malhas?versao=3. Acesso em: 14 set. 2026.
- PNUD, Ipea e Fundação João Pinheiro. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil — IDHM 2010. Disponível em: www.atlasbrasil.org.br. Acesso em: 14 set. 2026.
- Tefé (Q975545) — coordenadas da sede. Disponível em: www.wikidata.org/wiki/Q975545. Acesso em: 14 set. 2026.
- Tefé — Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/Tef%C3%A9. Acesso em: 14 set. 2026.
- Prefeitura Municipal de Tefé — Governo: prefeito. Disponível em: tefe.am.gov.br/governo/prefeito. Acesso em: 14 set. 2026.
- Secretaria Municipal de Educação de Tefé. 1885 ou 1855? Qual é a data correta do brasão do município de Tefé. Disponível em: semed.tefe.am.gov.br/1885-ou-1855-qual-e-a-data-correta-do-brasao-da-bandeira-do-municipio-de-tefe. Acesso em: 14 set. 2026.
- XXII Festa da Castanha 2025 encerra com sucesso em Tefé. Disponível em: tefe.am.gov.br/turismo/2025/05/05/a-xxii-festa-da-castanha-chegou-ao-fim-deixando-lembrancas-inesqueciveis-noites-emocionantes-e-um-verdadeiro-espetaculo-de-cultura-tradicao-e-alegria-em-tefe. Acesso em: 14 set. 2026.
- Papa Francisco nomeia bispo para a Prelazia de Tefé. Disponível em: www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2022-03/papa-francisco-nomeacao-bispo-prelazia-tefe.html. Acesso em: 14 set. 2026.
- O Instituto — Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Disponível em: www.mamiraua.org.br/o-instituto. Acesso em: 14 set. 2026.
- ‘Ebulição’ amazônica: a emergência dos botos-vermelhos e tucuxis no Amazonas. Disponível em: mamiraua.org.br/noticias/emergencia-de-botos. Acesso em: 14 set. 2026.
- Floresta Nacional de Tefé — Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Disponível em: www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/amazonia/lista-de-ucs/flona-de-tefe. Acesso em: 14 set. 2026.
- História do Campus Tefé — Instituto Federal do Amazonas. Disponível em: tefe.ifam.edu.br/instituicao/historia-campus-tefe. Acesso em: 14 set. 2026.
- Centro de Estudos Superiores de Tefé — Universidade do Estado do Amazonas. Disponível em: www.uea.edu.br/index.php/centro-de-estudos-superiores-de-tefe. Acesso em: 14 set. 2026.
- 16ª Brigada de Infantaria de Selva — Brigada das Missões. Disponível em: 16bdainfsl.eb.mil.br. Acesso em: 14 set. 2026.
Créditos das imagens
- Tefé na península entre o lago e o Solimões, ao amanhecer, como seria vista do alto. Ilustração com IA Ilustração fotorrealista feita com IA pelo Guia Tefé. Não é uma fotografia.
- O Solimões e o lago Tefé vistos da Estação Espacial Internacional em agosto de 2017. NASA, Estação Espacial Internacional (ISS052-E-39475) · Domínio público · termos da licença · original
- Como seria a Vila de Ega no século XVIII, vista do alto: reconstituição inspirada no croqui reproduzido por Pessoa (2005), p. 35. Ilustração com IA Ilustração fotorrealista feita com IA pelo Guia Tefé. Não é uma fotografia.
- “Vista da vila de Ega ou Teffé”, gravura de Édouard Riou para o relato de viagem de Paul Marcoy, publicada em 1867. Édouard Riou, para Paul Marcoy (Le Tour du monde, 1867) · Domínio público · termos da licença · original
- A vila de Ega, hoje Tefé, vista do lago em meados do século XIX, recriada em cores a partir da gravura de Édouard Riou para o relato de viagem de Paul Marcoy (1867). Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de gravura de Édouard Riou publicada em 1867. Não é a imagem original.
- O trabalho do seringueiro e o barracão à beira do rio no tempo da borracha. Ilustração com IA Ilustração fotorrealista feita com IA pelo Guia Tefé. Não é uma fotografia.
- A balsa de pouso da Panair do Brasil no porto de Tefé, que recebeu hidroaviões de 1941 a 1965. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de fotografia da balsa da Panair (Pessoa, 2005, p. 98). Não é a fotografia original.
- A balsa de pouso da Panair no porto de Tefé, na fotografia publicada no livro. Autor não identificado, publicada em Pessoa, 2005, p. 98 · Todos os direitos reservados
- O porto de Tefé, com o antigo Seminário São José e a torre da catedral ao fundo, em 2018. Mário Oliveira / MTur Destinos · Domínio público · termos da licença · original
- O porto de Tefé, com o antigo Seminário São José e a torre da catedral ao fundo. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de foto de Mário Oliveira / MTur Destinos (2018, domínio público). Não é a imagem original.
- “Famílias de Ega à procura de ovos de tartaruga”, gravura de Édouard Riou para o relato de Paul Marcoy, publicada em 1867 — um olhar europeu sobre a coleta que sustentou a manteiga de ovos. Édouard Riou, para Paul Marcoy (Le Tour du monde, 1867) · Domínio público · termos da licença · original
- Famílias de Ega à procura de ovos de tartaruga numa praia do rio, recriadas em cores a partir da gravura de Édouard Riou (1867) — a coleta que sustentou a manteiga de ovos. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de gravura de Édouard Riou publicada em 1867. Não é a imagem original.
- Mapa do rio Amazonas entre o Avatiparaná e a “villa de Ega ó Tefé”, desenhado pelo comissário espanhol Francisco Requena e assinado em Ega em 8 de setembro de 1788. Francisco Requena (Biblioteca do Congresso dos EUA) · Domínio público · termos da licença · original
- Borboletas, besouros e peixes da região numa gaveta de coleção, como as que os naturalistas que estudaram Tefé levaram para a Europa. Ilustração com IA Ilustração fotorrealista feita com IA pelo Guia Tefé. Não é uma fotografia.
- A bandeira de Tefé, em desenho vetorial. Giro720, via Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 · termos da licença · original
- A castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa), árvore-símbolo de Tefé, com o ouriço e as castanhas. Ilustração com IA Ilustração fotorrealista feita com IA pelo Guia Tefé. Não é uma fotografia.
- A praça de Santa Teresa, com o monumento e a catedral, em fotografia antiga do acervo reproduzido pelo IBGE. Autor não identificado, acervo reproduzido pelo IBGE · CC0 1.0 · termos da licença · original
- A praça de Santa Teresa, com o monumento e a antiga igreja, recriada em cores a partir de fotografia antiga do acervo reproduzido pelo IBGE. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de fotografia antiga do acervo reproduzido pelo IBGE. Não é a imagem original.
- A ciranda, uma das criações do folclore tefeense, numa noite de festa. Ilustração com IA Ilustração fotorrealista feita com IA pelo Guia Tefé. Não é uma fotografia.
- O lago Tefé visto da cidade. sgt-bartos, via Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 · termos da licença · original
- O lago Tefé visto da cidade. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de foto de sgt-bartos (CC BY-SA 3.0). Não é a imagem original. · termos da licença
- Garças na floresta de várzea da Reserva Mamirauá, em 2018. Ana Claudia Jatahy / MTur Destinos · Domínio público · termos da licença · original
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- O boto-vermelho e o tucuxi, os golfinhos do lago Tefé. Ilustração com IA Ilustração fotorrealista feita com IA pelo Guia Tefé. Não é uma fotografia.
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- A frente da cidade por volta de 1940, na fotografia publicada no livro. Autor não identificado, publicada em Pessoa, 2005, p. 97 · Todos os direitos reservados
- O porto dos flutuantes ao entardecer, em 2017. Joelma Monteiro de Carvalho, via Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 · termos da licença · original
- O porto dos flutuantes ao entardecer. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de foto de Joelma Monteiro de Carvalho (CC BY-SA 4.0). Não é a imagem original. · termos da licença
- O porto do Mercado Municipal entre 1940 e 1950, com o sobrado no alto do barranco. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de fotografia do porto do Mercado Municipal (Pessoa, 2005, p. 120). Não é a fotografia original.
- O porto do Mercado Municipal entre 1940 e 1950, na fotografia publicada no livro. Autor não identificado, publicada em Pessoa, 2005, p. 120 · Todos os direitos reservados
- A rua Olavo Bilac, onde ficava a maior parte do comércio, entre 1940 e 1966. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de fotografia da antiga rua Olavo Bilac (Pessoa, 2005, p. 115). Não é a fotografia original.
- A rua Olavo Bilac entre 1940 e 1966, na fotografia publicada no livro. Autor não identificado, publicada em Pessoa, 2005, p. 115 · Todos os direitos reservados
- A praça Túlio Azevedo em 1960, com o Palácio Episcopal e o Seminário ao fundo. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de fotografia da praça Túlio Azevedo em 1960 (Pessoa, 2005, p. 76). Não é a fotografia original.
- A praça Túlio Azevedo em 1960, na fotografia publicada no livro. Autor não identificado, publicada em Pessoa, 2005, p. 76 · Todos os direitos reservados
- O primeiro Mercado Municipal, inaugurado em 1926. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de fotografia do antigo Mercado Municipal (Pessoa, 2005, p. 80). Não é a fotografia original.
- O primeiro Mercado Municipal, na fotografia publicada no livro. Autor não identificado, publicada em Pessoa, 2005, p. 80 · Todos os direitos reservados
- O prédio da Prefeitura em fotografia antiga do acervo reproduzido pelo IBGE. Acervo da Prefeitura Municipal de Tefé, reproduzido pelo IBGE · Domínio público · termos da licença · original
- O prédio da Prefeitura, recriado em cores a partir de fotografia antiga do acervo reproduzido pelo IBGE. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de fotografia antiga do acervo da Prefeitura reproduzida pelo IBGE. Não é a imagem original.
- O terminal do Aeroporto Regional de Tefé, em 2024. Py4nf, via Wikimedia Commons · CC BY 4.0 · termos da licença · original
- O terminal do Aeroporto Regional de Tefé. Recriação com IA Recriação feita com IA pelo Guia Tefé a partir de foto de Py4nf (CC BY 4.0). Não é a imagem original.
- Os mapas de localização e do território. Desenho do Guia Tefé sobre as malhas territoriais do IBGE.
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